Sabe, namorar é bom. É muito bom. Ter um companheiro para chamar de seu e compartilhar com ele momentos de alegria e preocupação é realmente ótimo, a sensação de não estar mais sozinha na vida é muito reconfortante (não digo isso no sentido de que mulher sozinha é condenação social, somente que é bom ter a certeza de que não é preciso enfrentar todas as provações sem uma ajudinha de vez em quando).
Estou em um relacionamento há pouco mais de dois meses e, embora eu goste do meu namorado cada dia mais, dúvidas e mais dúvidas me cercam. Eu leio muito e descobri que não existe um manual de etiqueta do namoro (há, crap). O que funciona pra uns não necessariamente funciona pra outros. Lembro que, no dia seguinte ao ficarmos pela primeira vez, eu o vi no MSN e comecei a conversar, até o momento em que ele disse “achei que deveríamos ficar três dias sem nos falar, porque você sabe, são as regras”. Automaticamente mandei as regras para o inferno e disse que falaria com ele quando tivesse vontade e pronto.
E assim fazemos. Fazemos o que queremos, quando queremos. Mas quando saber quando o que queremos extrapola o limite? Eu digo isso porque me vejo numa situação engraçada, em que às vezes ele faz algo e não me conta ou tem planos nos quais não me inclui. Isso tudo é sem se dar conta, claro. Mas até então esse tipo de sentimento não me incomodava at all, pelo contrário, eu sempre disse ser ideal que cada um tivesse seu momento sozinho e separado, para tocar suas coisas, ver os amigos, ter um tempo para si. E agora minha dificuldade em fazer isso fica cada vez mais latente.
Acho que a grande armadilha na qual caímos ao iniciar um relacionamento é imaginá-lo como o nosso centro do seu universo, fonte única de alegria. Porque, afinal, quando você associa sua felicidade apenas com um “nós”, não corre o risco de matar o seu “eu”?
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Um dia, uma hora, uma vida inteira, a gente nunca sabe tudo e se alguém tiver a resposta e o caminho do relacionamento certo, me diz!