o relacionamento mais difícil

8 dez

Aos poucos, sinto que aprendo a viver. A lidar, a conviver, a me relacionar.

[Pode parecer um pouco injusto com meus pais, afinal, ensinar essas coisas não seria tarefa deles?

Pode parecer um tanto tardio – 27 anos não é propriamente um número adolescente.]

Mas eu só começo a me perceber e a entender o mundo ao meu redor – realmente – agora.

Porque só agora sinto que saí (ou começo a sair) do piloto automático que regia minha existência. É engraçado isso. Eu chegara ao ponto em que coisas pequenas me irritavam sem motivo real algum. Eu me irritava por costume, porque era isso que eu sabia fazer, era assim que eu condicionara meu corpo e minha alma. A temer.

A travar. A bloquear.

A emudecer.

A “raivar”.

 

Esse despertar, o pilotar com as próprias mãos, é por vezes muito difícil. (responsabilidade é difícil, mas só é livre quem faz escolhas e assume as responsabilidades que têm, eu li hoje). Eu não sei bem como, por exemplo, deixar as palavras escapulirem de minha boca de forma bonita; eu não sei como reagir sem tremer de raiva quando algo planejado não se concretiza.

Mas ao menos estou falando, abrindo, expondo, arriscando-me às críticas e discordâncias da convivência. Eu já sei como, aos poucos, começar a me acalmar, a pensar ao invés de reagir, a ver as coisas de outras maneiras.

Eu ainda não domino várias coisas. Eu não me domino completamente – e talvez ‘completamente’ não seja de fato o objetivo. Mas já consigo abrir aquela fresta de porta que me leva para um novo eu.

2011 foi um ano que, positivamente, mexeu com as minhas estruturas, tirou-me da casinha para me fazer cair na estrada. Foi o ano em que tomei posse da minha vida.

 

O mais engraçado é que não era sobre isso que eu queria falar hoje. Mas foi o que saiu. ;D

7 nov

 

Demorou um ano e sete meses para ela descobrir que não sabia o que era amor. Se for ver, um ano e sete meses não é nada. Você deve estar pensando que “há pessoas que viveram uma vida inteira e nunca descobriram o que essa palavra quer dizer”. Dane-se. Para ela, que estava em um relacionamento sério, que levava café na cama junto com as bolachinhas favoritas dele, um ano e sete meses era tempo demais.

Porque pra ela, que nunca tinha passado pela experiência, a não ser no meio familiar, aquilo era amor: as bolachinhas, o ato abnegado de levantar no meio da noite para lhe entregar o leite morno, fazer massagens quando ele sentia dor, ir a todos os festivais de cinema alternativo que ele queria. Amor era entrega. Incondicional.

Aí, belo dia, começou. Foi uma reação pequena, aquela vontadezinha de falar “não quero ir” quando ele a chamou para um camping. Obviamente ela não queria ir, mas pensou que sua recusa mostraria uma possível falta de amor de sua parte. Aquela vontade apareceu outras vezes, cercada de receio e indignação. Plantou-se a dúvida. Será que realmente o amava? Afinal, quem ama faz tudo pelo outro. Amar é um sacrifício em prol de algo maior.

Mas ela não se sentia sempre disposta a sacrificar-se. Porque só ela fazia isso? Porque ele não ia aos eventos que ela queria, aos chazinhos com as amigas dela? Isso queria dizer que ele não a amava, era isso?

Foi atrás de respostas, lembranças, referências de vida. Lembrou-se da mãe, e percebeu que ela também era da turma do leitinho morno e das bolachinhas. O pai era o verdadeiro rei do lar, e ela se indignou. Pensou em músicas e em vários filmes em que os amantes lutam para ficar juntos, em que eles parecem se aceitar sem medo, sem ressalvas. Nunca aparecia alguém se recusando em ir a um camping. O que fazer?

 

Como sempre, refugiou-se na literatura. Releu algumas obras. Lembrou-se do livro de Jane Austen, do momento em que o lera pela primeira vez, completamente indignada quando Darcy declara-se para Lizzie, numa fala angustiada e cheia de poréns. Na época ela pensara: “que raio de declaração é essa? Quem é que ama com poréns?”

E, ao revisitar esse clássico, entre tantos outros, ela descobriu a resposta para essa pergunta: todo mundo. Todos aqueles ‘poréns’ e ‘mas’ fizeram sentido, pela primeira vez na sua vida de leitora, porque ela vivia aquela mesma experiência. E ela entendeu que o que seu coração sentia era, de fato, amor. Ela escolhia amá-lo, apesar de tudo. O amor não nos faz cegos aos defeitos do outro, afinal. Ele nos faz perceber que, mesmo com tudo que não gostamos tanto no outro, ficar junto vale a pena. E que isso não quer dizer literalmente fazer tudo junto, é também ter um tempo pra si, é também saber dizer não, é ter liberdade de ficar porque se quer.

O amor não pode demandar a total transformação do outro para nosso agrado ou comodismo, é verdade. Mas também não pode demandar a desistência ou anulação de si.

Tags:

Uma rápida reflexão a dois

25 jul

Sabe, namorar é bom. É muito bom. Ter um companheiro para chamar de seu e compartilhar com ele momentos de alegria e preocupação é realmente ótimo, a sensação de não estar mais sozinha na vida é muito reconfortante (não digo isso no sentido de que mulher sozinha é condenação social, somente que é bom ter a certeza de que não é preciso enfrentar todas as provações sem uma ajudinha de vez em quando).

Estou em um relacionamento há pouco mais de dois meses e, embora eu goste do meu namorado cada dia mais, dúvidas e mais dúvidas me cercam. Eu leio muito e descobri que não existe um manual de etiqueta do namoro (há, crap). O que funciona pra uns não necessariamente funciona pra outros. Lembro que, no dia seguinte ao ficarmos pela primeira vez, eu o vi no MSN e comecei a conversar, até o momento em que ele disse “achei que deveríamos ficar três dias sem nos falar, porque você sabe, são as regras”. Automaticamente mandei as regras para o inferno e disse que falaria com ele quando tivesse vontade e pronto.

E assim fazemos. Fazemos o que queremos, quando queremos. Mas quando saber quando o que queremos extrapola o limite? Eu digo isso porque me vejo numa situação engraçada, em que às vezes ele faz algo e não me conta ou tem planos nos quais não me inclui. Isso tudo é sem se dar conta, claro. Mas até então esse tipo de sentimento não me incomodava at all, pelo contrário, eu sempre disse ser ideal que cada um tivesse seu momento sozinho e separado, para tocar suas coisas, ver os amigos, ter um tempo para si. E agora minha dificuldade em fazer isso fica cada vez mais latente.

Acho que a grande armadilha na qual caímos ao iniciar um relacionamento é imaginá-lo como o nosso centro do seu universo, fonte única de alegria. Porque, afinal, quando você associa sua felicidade apenas com um “nós”, não corre o risco de matar o seu “eu”?

Tags:

Dance for your loved one

14 abr

Hello!

Não morri, mas quase. Estou com uma super amigdalite. Aliás, aqui vai uma rápida dica para que vc saiba que tb está doente:

1. vc desmaia tomando banho pq não aguenta seu próprio peso em pé;

2. vc prefere tomar sopa a comer lasanha;

3. vc quer ouvir músicas da avril lavigne achando q isso é “música triste”. ahahahah. q decadência!

Bom, fora isso, my life is just a mess. Aqui em casa o clima está de melhoras e pioras. Estou realmente cansada. Na love life, it’s even worse! Estou numa bagunça sem precedentes, que, obviamente, eu mesma criei. Tensão no ar, galera. Eu queria sumir do mundo.

ok, já que não dá, eu deixo aqui um videozinho pra alegrar seu restinho de semana. recebi do Coldplay (há! i’m serious) e achei fofíssimo! espero q os alegre também!

A descrição é a coisa mais fofa do mundo: “Sometimes a spontaneous dance, no matter how bad, can brighten another’s day. In this video, my wife had no idea I was capturing this on video and chose to ignore me until the end, which is what makes this so great.

I hope this encourages YOU to dance for YOUR loved one!”

the pursuit of happiness

17 mar

 

Acabei de assistir a um doc. sobre a Carla Bruni. Sinceramente não acho ela um máximo – pelo contrário, ela tem um “q” de fria e distante q não me agrada. Por isso mesmo assisti ao doc., pra tirar a má impressão. Até certo ponto funcionou. Mas só até certo ponto.

Anyway, the thing is… Ela falou uma coisa muito certa. Disse a moçoila que ela tinha uma vida mto afortunada: ela não se preocupava com $$$, era saudável, foi amada pelos pais (bla bla bla) e por isso mesmo ela tinha um sentimento; essa necessidade de honrar a vida dela, de viver à altura do que acontecia com ela e do que a vida lhe proporcionava.

Aquilo me tocou de uma forma que vcs não imaginam. Foi uma perspectiva totalmente nova. Afinal, qtos de nós não pensam que ‘a vida é injusta’, ‘olha tudo que acontece comigo’, ‘essa vida é uma droga’. Eu mesma penso isso muitas vezes. E eu esqueço de que eu sou responsável do que acontece comigo, eu faço minhas escolhas, eu permito certas coisas, eu jogo tudo pro alto, sem pensar em nada, sem ‘honrar a vida que eu tenho e as coisas q ela me proporcionou’.

Sério, ultimamente não estou honrando muita coisa. Senhor, o que eu estou fazendo? E pq estou perdendo tempo fazendo isso? E pq eu sou tão difícil de ceder?

Estou legitimamente preocupada. É hora de repensar.

Bom, hj foi uma reflexão curtinha. Fecho com a imagem abaixo, que me tocou tanto quanto a frase da minha amiga (hohoho) Carla.

retirado do site http://hisplainjane.tumblr.com/page/

(agora q eu vi q tem um jane no meio. coincidência? don’t think so)

Ótimo resto de semana pra vc. Obrigada por passar aqui. ;D

 

(obs: o nome do post é esse pq é justamente a música q estou ouvindo. Kid Cudi. ficadica!!!!)